Dos incríveis paradoxos da vida: trabalhar com relacionamento digital requer uma boa dose de MATEMÁTICA. Pode parecer estranho num primeiro momento, mas métricas, medições e até cálculos são comuns para quem cuida de contas em redes sociais. São, inclusive, ferramentas que acabam até viciando. Mas – e a vida tem muito desta expressão – nossa experiência vem mostrando que o bom e velho conhecimento empírico, junto com intuição e perspicácia, também contam muito. Às vezes, são até mais relevante que os dados técnicos.
Entender a forma como cada rede distribui os conteúdos, de que maneira eles atingem o usuário e qual a resposta das pessoas a determinados assuntos é uma verdadeira mão na roda na hora de preparar as estratégias de comunicação. Ter claro o funcionamento do jogo te torna, em teoria, um jogador melhor. Tu podes prever as reações e calcular os próximos passos para melhorar o retorno para a marca. E assim a gente vai, de relatório em relatório, em busca da métrica perfeita. Aquela que vai fazer nosso conteúdo bombar, engajar, gerar retorno.
É muito tentador deixar isso nas mãos do algoritmo. Mas daí a questão se coloca: relacionamento não é algo humano? Onde fica o fator por trás da tela? Essa é uma dúvida que sempre aparece por aqui. O que tentamos fazer é achar um equilíbrio entre o que os números indicam e o que a nossa sensibilidade propõe.

Pensa comigo
Um exemplo bem prático aconteceu esses dias, quando um cliente comentou ter recebido orientação de não usar um número acima de X fotos em um álbum no Facebook, pois isso supostamente prejudicaria o alcance do material. Nossa primeira reação foi de surpresa, pois não adotamos regras tão rígidas, ainda mais em redes formadas por pessoas.
Pensando sobre o fato em si, consideramos alguns pontos: usar uma quantidade “elevada” de imagens em postagens já havia sido testado pela página? Teve bons resultados? A resposta foi sim para ambas. Então, conversando informalmente, veio uma possibilidade: que a quantidade de imagens, neste caso, satisfazia a vontade de quem estava aguardando tais fotos. Isso naturalmente cria engajamento através de comentários e compartilhamentos e, consequentemente, melhorando os índices de alcance.
Mas isso a gente só sabe porque já fez diversas vezes. Porque nos colocamos no lugar do usuário e do cliente. Porque entendemos que, embora sejam superimportantes, os números servem para guiar, não para definir as estratégias. Encontrar cada caminho é um trabalho que nos demanda atenção, empatia e disposição para aprender sempre. Eventualmente, a gente erra mesmo, mas cada acerto no alvo é celebração em cascata.

 

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